sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Um olho chorando de alegria e outro chorando de luto.

"Um olho chorando de alegria e outro chorando de luto" E mais uma vez aqui estou eu começando mais um projeto de texto com a frase de outra pessoa. Que culpa tenho eu se não consigo organizar meus pensamentos de uma forma decente e no mínimo coerente do começo ao fim?
Não sei se já comentei com vocês mas O Teatro Mágico tem a formula da minha calmaria. O meu mundo pode estar desabando e é só tocar uma das poesias musicais da trupe mais mágica do mundo que tudo começa a se encaixar de modo bem estranho.
Mas não estou aqui para falar sobre eles, vou falar um pouco sobre mim.
Resolvi que esse ano vou ser eu mesma o tempo todo, e digo isso em relação a demonstração de sentimentos. Ainda sou reservada, não tímida mas sim observadora. Mas não vou mais me trancar dentro do meu mundo. Se quiser sorrir, vou sorrir. Se quiser chorar, vou chorar. E não me importo nem um pouco de fazer isso em público. Não mesmo.
Já tive receio de sorrir por ainda estar em fase de luto. Perdi duas pessoas que eu julgava serem as mais importantes da minha vida.
Todavia, agora percebo que o luto acontece aqui dentro de mim, ainda terei pesadelos, ainda perderei noites de sono e sonho debulhando em lágrimas de saudade e nostalgia. Mas Fernando Anitelli conseguiu colocar uma coisa nessa minha mente limitada: "Camarada viva a vida mais leve, não deixe que ela escorregue, que te cause mais dor, viva a tua maneira, saiba do teu valor."
E é como se a dor que eu estou sentindo por conta das perdas fosse um anel maligno que me deixasse pra baixo e sem direito a vida, as risadas e alegrias toda vez que eu o colocasse no dedo. E quando eu colocasse ele no bolso perto do peito, eu sentisse ele ali, incomodava, mas não era maior que minha força e coragem de seguir em frente. Quando perdemos alguém que amamos, que realmente amamos, não temos força o suficiente para tirar esse anel de nossos dedos. Porém com o tempo e com a ajuda, aquela que preferirmos ter: seja de um amigos, parentes, músicas, livros ou poesias. Conseguimos tirar ele de nossos dedos.
Mas por outro lado eu sinto e vejo claramente que esse ano pode ser o ano de maiores conquistas, só depende de mim. As grandes oportunidades estão aí, então, pra quê adiar?
E talvez, muito provavelmente esse texto não está fazendo sentido algum para você que está lendo. Mas tente guardar ele em algum lugar da sua alma, que talvez ele lhe seja útil em um dia difícil.
Pois todos nós teremos nossos momentos de desespero. 
Espero que você, assim como eu, consiga ser sincera consigo mesma e se permita sentir absolutamente tudo que precisa.
A dor precisa ser sentida para ir embora.

1 comentários:

  1. Lindo texto! Assim como você disse, O Teatro Mágico também tem a formula da minha calmaria. A música poética, leve e doce deles me traz uma paz que raramente encontro de outras formas. As músicas que você citou são lindas, e espero que você fique bem e consiga seguir em frente com esse anel guardado no bolso. Não se esconda mesmo... Me sinto muito mais leve quando consigo fazer isso.
    Beijos!

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