Mostrando postagens com marcador Minhas resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minhas resenhas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de março de 2017

Resenha - Eleanor e Park

 Título original: Eleanor e Park
 Título nacional: Eleanor e Park
 Autora: Rainbow Rowell
 Editora: Novo Século
 Número de páginas: 328

 Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

 Minha opinião: Estou cada vez mais apaixonada pelos escritos de Rowell. Mas esse foi sem dúvidas o primeiro romance jovem que eu li e me encantei sem questionar. 
 A história é contada por ambos, intercalando a narração, é quase impossível escolher qual deles é mais encantador, mas se fosse pra decidir diria que a narração da Eleanor tem uma certa importância maior que a de Park, pois é ela quem desenrola a maioria dos problemas.
 Eleanor tem uma vida difícil, passou uns meses longe de casa depois de ter sido expulsa por seu padrasto, que é um machista de plantão, eles são uma família pobre, a mãe é submissa ao marido e Eleanor tem três irmãos mais novos e nenhuma privacidade. Toda essa situação gera um clima bem tenso durante toda a narrativa dela, e se apaixonar tão intensamente mesmo com tantos problemas não é algo que ela esperava, e o fato dela não saber lidar com isso deixou o livro ainda mais adorável. 
 Park tem uma família bem mais estruturada, o tipo de família exemplo, seu único problema é lidar com o pai durão que não aceita o seu estilo e seus gostos pessoais.
 O casal principal é bastante real, nenhum deles é perfeito e não tem aquele clichê de garoto popular que se apaixona pela garota esquisita logo de cara. Sim, Eleanor é um tanto peculiar, tem cabelos ruivos volumosos e se veste de maneira estranha, e Park sabe disso, e no começo não se encanta pela Eleanor, e isso que torna a história especial, o amor entre eles começou a surgir com o tempo, os dois foram se conhecendo aos poucos. 
 Poderia e gostaria de falar muito mais, pois sem dúvidas se tornou um dos meus preferidos. Mas acho que a experiencia de sofrer e torcer ao ler esse livro precisa ser vivida. Então se ainda não leram e tiverem a oportunidade, não irão se arrepender. 
Meus quotes preferidos:

 "Porque não importa pra mim, Park. Se você gostar de mim, eu juro por Deus, nada mais importa."

  "Quando tocou a mão de Eleanor, ele reconheceu. Ele soube"

  "E quando Eleanor sorriu, alguma coisa se partiu dentro dele. Isso sempre acontecia."

  " - Só me dê um beijo de Adeus. - Ela sussurrou.
     Adeus por hoje, ele pensou, não para sempre."

  "Às vezes, parecia que ela jamais poderia fazer por Park algo similar ao que ele fazia por ela. Era como se ele despejasse todo um tesouro sobre ela a cada manhã sem nem refletir sobre seu ato, sem notar quanto tudo aquilo valia."

 "Mesmo estilhaçada em milhões de pedaços, Eleanor ainda sentia o toque de Park em sua mão. Sentia o dedão dele explorando-lhe a palma."

 "Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo"

 "Você salvou minha vida, ela tentou dizer. Não para sempre, não definitivamente. Provavelmente, só por certo tempo. Mas salvou minha vida, e agora eu sou sua. O que sou agora é seu. Para sempre."

"Ele parou de tentar trazê-la de volta. Ela só voltava quando bem entendia, em sonhos e mentiras e déjà-vus partidos. 
[...] Eleanor...Em pé, às suas costas, até que ele virasse para trás. Deitada ao seu lado segundos antes de ele acordar. Fazendo que todo o resto do mundo parecesse mais sombrio, mais superficial, e nunca bom o bastante. Eleanor acabando com tudo. Eleanor, indo embora. Ele parou de tentar trazê-la de volta."

  Estrelas para essa leitura:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Resenha: Por lugares incríveis


 Título original: All The Bright Places
 Título nacional: Por lugares incríveis
 Autora: Jennifer Niven
 Editora: Seguinte
 Número de páginas: 335

 Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

 Minha opinião: Apesar dessa capa linda que demonstra certa leveza e trás uma paz, o livro não é nada jovial. Niven escreve sobre bullyng, negligência familiar, transtornos mentais, suicídio e muito mais. É uma leitura profunda e densa. Por lugares incríveis possuí uma narração um tanto quanto melancólica, em primeira pessoa, os capítulos se alternam entre a narrativa de Violet e a narrativa de Finch. Mas preciso confessar que por alguns momentos eu só queria pular as páginas de Violet e ir direto ao Finch.
 Mas não entendam errado. Violet tem uma linda e triste história de vida e é uma personagem interessante, mas não é tão diferente das outras protagonistas de livros com a mesma temática.
 Finch por outro lado é único, entre todos os livros que li, nunca senti antes o que senti por esse personagem, meu desejo durante a leitura era entrar pelas páginas do livro e segurar sua mão e dizer que tudo iria ficar bem. Finch sofre bullyng na escola, é conhecido por ser bad boy, mas quando o conhecemos de verdade, vemos que ele somente não é compreendido. Ele estuda muito sobre suicídio, formas, motivos, intensidade da dor e todos os dias se pergunta se aquele dia é um bom dia para morrer. Mas não se deixe enganar, ele é um personagem carismático, espontâneo e tenta viver a vida intensamente. Aquela narração melancólica que falei logo no início, parte de Violet.
 Finch possuí uma doença que não ficou clara no livro, em vários momentos Finch se refere a isso como apagão, como se ele dormisse por dias. E este é mais um motivo para o bullyng, Violet descreve que ele fica dias sem ir a escola e ninguém sabe os reais motivos. Muito do que Finch narra se encaixa em Transtorno de personalidade limítrofe, mas não sabemos se ele possuí crises de dissociação ou alguma doença do sono. Mas uma coisa que fica clara é que ele possuí total entendimento de seu caso porém não possuí alguém confiável para procurar ajuda. Esse é um dos pontos que mais que chocou no livro, a negligência da família de Finch quando está muito claro que o garoto precisa de algum tipo de ajuda. 
 Violet e Finch formam uma dupla e tanto. Ambos se preocupam muito com o outro, ambos estão a sua maneira tentando lidar com a depressão. E sem dúvida esse foi o casal que eu mais torci com todas as minhas forças para que terminassem juntos. 
 Assim como os protagonistas, o final é surpreendente. Sabe aqueles livros que você termina com uma lágrima escorrendo? Pois bem, não foi esse o caso. Eu terminei o livro em meio a lágrimas que me consumiam, chorei soluçando até pegar no sono e acordei no dia seguinte com a sensação que faltava um pedaço meu ali comigo. É o tipo de leitura que você tem vontade de nunca ter lido só para sentir a mesma emoção novamente. O que jamais irá acontecer, jamais irei ler Por lugares incríveis como se fosse a primeira vez novamente pois agora Violet e Finch estão guardadinhos no meu coração, e sei que pensarei muito neles ainda, tanto que li essa história já tem alguns meses mas ainda me recordo de todos os detalhes sem muito esforço.

 Meus quotes preferidos:

 "O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa para trás."

  "Você foi, sob todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser. [...] Se existisse alguém capaz de me salvar, seria você."

  "Conheço a vida bem o suficiente para saber que não podemos acreditar que as coisas vão ser sempre iguais, não importa o quanto a gente queira. Não podemos impedir que as pessoas morram. Não podemos impedi-las de ir embora. Não podemos impedir nos mesmos de ir embora."

  "O que eu sei sobre transtorno bipolar é que é um rótulo. Um rótulo para pessoas loucas. Sei disso porque fiz um semestre de psicologia e vi filmes e convivi com meu pai durante quase dezoito anos, embora ninguém jamais o rotulasse, porque senão ele mataria a pessoa. Rótulos como “bipolar” significam: É por isso que você é assim. Esse é você. Reduzem as pessoas a doenças."

  "Quero me afastar de todos os rótulos. “Tenho TOC”, “Tenho depressão”, “Eu me corto”, eles dizem, como se essas coisas os definissem. Tem um coitado que tem déficit de atenção, é obsessivo-compulsivo, tem transtorno de personalidade limítrofe, é bipolar e, ainda por cima, tem um tipo de transtorno de ansiedade. Eu nem sei o que é transtorno de personalidade limítrofe. Sou o único que é só Theodore Finch."

 "Aprendi que existem coisas boas no mundo se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo."

 "Uma corrente de pensamentos passa pela minha cabeça como uma canção grudenta, de novo e de novo sempre na mesma ordem: Sou defeituoso. Sou uma fraude. Sou impossível de amar."

 "Chorei um pouco, mas na maior parte do tempo estou vazia, como se o que me fizesse sentir e sofrer e rir e amar tivesse sido removido cirurgicamente, me deixando oca como uma concha."

  Estrelas para essa leitura:

sábado, 28 de janeiro de 2017

Resenha - Amy & Matthew


Título original: Say what you will
Título nacional: Amy e Mattew
Autora: Cammie McGovern
Editora:Galera Record
Número de páginas: 336

Sinopse: Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa.À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa.

Minha opinião: O livro é narrado em terceira pessoa, porém intercalando entre Matthew e Amy, é um dos poucos livros que senti que essa forma de escrita funcionou. Me identifiquei e me apeguei aos dois. Amy nasceu com paralisia cerebral e Matt tem toc. Juntos eles tentam se ajudar apesar de se perderem no caminho muitas vezes.
Os personagens secundários não foram muito aprofundados, nenhum dos dois protagonistas possuem muitos amigos. Porém a mãe de Amy é bem presente em toda a história e isso me irritou um pouco. Ela é super protetora e isso é algo que até conseguimos relevar ao longo da leitura, porém em alguns momentos ela força a barra julgando as outras pessoas (principalmente Matthew) por achar que Amy é superior a todos por causa de sua inteligencia notável.
O final é surprendente mas eu senti que faltou algo a mais. Mas nem por isso o livro se torna ruim.
É um romance cheio de altos e baixos, dramas e realidades que vale a leitura.

Meus quotes preferidos:

 "Ele queria que ela soubesse que ele não estava ali para ser legal ou porque sentia muito. Queria que ela soubesse que era muito mais do que isso.  Não havia palavras de fato, capazes de explicar."

"Era por isso que ele amava Amy, se é que a palavra amor podia ser aplicada a alguém que ele temia tocar."

"Talvez não tenha essa noção, mas, quando se tem uma deficiência, quase ninguém fala a verdade para você. As pessoas ficam constrangidas porque a verdade parece triste demais, eu acho. Você foi muito corajoso em ir até a garota aleijada e dizer basicamente: apague esta expressão feliz do rosto e enxergue a realidade."

"Concluí que é possível amar alguém por razões inteiramente altruístas, por todas as suas falhas e fraquezas, e ainda assim não ter esse amor correspondido."

  Estrelas para essa leitura:


sábado, 13 de dezembro de 2014

Cartas de amor aos mortos.

Li esse livro tem alguns meses, confesso. Reli tem poucas semanas. Pois confesso também, senti saudades.

  Nunca tinha ouvido falar da autora (Ava Dellaira) mas a primeira vez que vi o livro fiquei com uma vontade enorme de ler, tanto a capa quanto o nome me chamaram muito a atenção. É complicado explicar os meus sentimentos ao ler um livro tão simples, todavia tão repleto de emoção, tão verdadeiro e com uma nostalgia enorme que parte o coração.


 "Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho."  


   A primeira carta de Laurel vai para Kurt Cobain: "Quando olho para Sky lembro que o ar não é apenas algo que existe, mas que se respira. Mesmo que esteja do outro lado do pátio, consigo ver o peito dele se movendo. Não sei porque, mas, neste lugar cheio de desconhecidos, fico feliz que Sky e eu estejamos respirando o mesmo ar. O mesmo ar que você respirou. O mesmo ar que May respirou. "

  De uma forma pessoal ela escreve as cartas quase como se fosse um diário, coloca ali seus questionamentos, suas dúvidas e seus medos. Todas as cartas são direcionadas aos artistas que achamos conhecer, pois com as palavras de Laurel é possível descobrir um lado mais real, humano e o passado de cada um deles, com casos que muitas vezes a personagem se identifica e por isso se sente a vontade para escrever para tal pessoa. Com essas cartas é possível descobrir melhor a personalidade de Laurel, de sua falecida irmã May, e dos ídolos delas, que podem vir a ser o de vocês também.
 
   
  É um dos livros mais belos que já li, e provavelmente o que me fez derramar mais lágrimas. Laurel perdeu sua irmã recentemente, além de ter que aprender a lidar com isso ela precisa conviver com novas pessoas, em uma nova escola, a escola que era da sua irmã. É uma mudança muito dolorosa e complicada, e o livro é tão verdadeiro ao demonstrar os sentimentos de perda, solidão e medo.

  Um dos grandes mistérios do livro é a morte de May, o que podemos perceber é que no início Laurel tinha uma visão muito fantasiosa da irmã, como se ela fosse uma heroína ou uma daquelas garotas que tem a vida perfeita dos colegiais americano, aquelas que costumávamos ver na seção da tarde, sabe? Mas ao escrever as cartas, além de desabafar ela começa a ordenar seus sentimentos, pensamentos e memórias. Surge um sentimento de raiva em seu coração ao perceber que a irmã não era perfeita e estava longe de ser. Mas o amor por ela é maior do que qualquer coisa e o laço que elas tinham entre si a morte não foi capaz de cortar.

  
  Em meios as cartas, auto-conhecimento e descobertas, ela se vê perdidamente apaixonada por Sky, um garoto mais velho e misterioso.

  Laurel entra em grandes conflitos ao perceber que os fantasmas de seu passado e a dor que carrega no coração poderiam interferir nessa paixão tão ingênua e sincera. E esse amor nos prende a cada página, li o livro desejando e torcendo para que tudo desse certo, pois é uma leitura tão pessoal que me senti amiga dela.

  Em meio a tantas doses de sentimentalismo a leitura flui rápido, e o final é surpreendente e um dos mais lindos que já li.


  Espero que vocês leiam o livro pois é maravilhoso, espero também que tenham gostado da resenha! Sei que estou bastante sumida, mas juro, o tempo pra mim passa mais rápido que para vocês, só pode ser isso haha. Mas prometo tentar voltar em breve.

  Um beijo!

sábado, 15 de novembro de 2014

A garota que eu quero.

  Markus Zusak é o autor do meu livro preferido de todos os tempos, depois de ler e reler Eu sou o mensageiro incontáveis vezes, decidi me dar a oportunidade de conhecer -e me apaixonar- por seus outros escritos.

  Infelizmente cometi o equivoco de procurar os livros apenas em seu nome original, me deparei com os livros da chamada trilogia Irmãos Wolfe, os títulos que encontrei nessa pesquisa eram "The Underdog, Fighting Ruben Wolf  e When Dogs Cry.", fiquei com vontade de ler, mas uma trilogia não era meu objetivo no momento, por isso quando me deparei com o livro de título getting the girl nem pensei na hipótese dele fazer parte dessa mesma trilogia, procurei por esse livro na saraiva e apareceu a versão brasileira com o título de "A garota que eu quero.", comprei, li e amei. E só depois descobri que Getting the girl era o titulo alternativo para When Dogs Cry, e a intrínseca era responsável pela publicação apenas do último livro da série, por isso não tem nada na capa dizendo sobre os livros anteriores.
 
  Particularmente fiquei irritada com toda essa situação, o livro é leve e tranquilo e você consegue ler sem ser refém dos volumes anteriores, todavia, tenho certeza que minha experiência com os personagens teria sido extremamente mais intensa se eu tivesse lido os outros primeiro. E particularmente eu acho que Quando os cães choram é um título muito mais fiel a sensibilidade da história do que A garota que eu quero.
  Se você espera por um roteiro cheio de surpresas sugiro que procure por outro livro, pois esse leitura é simples e leve, mas garanto é encantadora. Em somente 174 páginas, Markus conseguirá te fazer sorrir e se emocionar com a simplicidade e intensidade dos personagens.

  "Cameron tem fome. Cansou-se de ser um maldito perdedor, deplorável, meio risonho e meio carrancudo, sempre tentando impressionar. Ele finalmente conheceu uma garota e seu espírito foi inundado por palavras. Agora Cameron está determinado a provar que não há nada mais belo que um perdedor disposto a lutar."

  "Cameron é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo."


"Eu ainda estava magoado, mas como falei, não tinha importância.

Eu já havia sido magoado antes e seria magoado outras vezes."

"Não houve perguntas quando cheguei, mas todos pareceram presumir que as coisas haviam corrido bem. Eram os sorrisos escapando do meu rosto. Escapando o tempo todo."

"Você é a primeira pessoa que eu realmente quis que me amasse."



  E essa finalmente foi a resenha que eu prometi fazer quando participei da maratona literária, demorou mais saiu. Espero que vocês tenham gostado e por favor, leiam o livro, sei que vão gostar assim como eu!
  Até mais pessoal, beijos!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Segure minha asa.

   Finalmente uma resenha pela qual eu ansiava escrever, primeiro pelo simples motivo de que o livro me surpreendeu de uma maneira que eu jamais imaginei que seria possível, segundo que uma simples resenha, sincera e feita de coração, é a minha forma de agradecer ao Marco, um autor novato, Brasileiro, que com muito orgulho posso dizer que passou de apenas mais uma pessoa dos meus contatos do facebook e se tornou um amigo, um amigo distante, confesso, mas que eu sei que posso contar, que posso conversar e juntos entrarmos em mundos mágicos com nossa imaginação e amor pela leitura. Ele escreve muito bem, e não "bem pela sua idade." mas bem, simples e fácil assim. Vamos a resenha?

  Sinopse: "Simon Bacquet é um rapaz desacreditado por sua família em Vídel. O céu escurece, levando o seu irmão a uma importuna viagem ao Texas. Um Stalker raciona todos os medos vindos dos dois. Agora eles terão de contar com seus aliados, em uma luta entre a insanidade e o amor próprio, vestido por um veludo negro em uma energia que o faz voar para o infinito."
  Opinião: Foi o primeiro livro que eu li em PDF, pelo celular, nunca consegui trocar a magia que as páginas de um livro proporcionam, mas não resisti, esperar por um livro impresso não era possível, visto que minha ansiedade era sem limites. E nem foi assim tão complicado, Marco soube me entreter ao ponto de que a forma que a leitura era realizada passou a ser insignificante. Eu só queria mesmo era desvendar todos os mistérios que ali estavam presos.
  Simom me lembrou um pouco o Charlie, de As vantagens de ser invisível, mas isso se deve ao fato de que ambos os livros são narrados em formas de carta, enquanto Charlie escrevia para um amigo desconhecido, o Simom as escrevia para seu irmão, o motivo você só saberá se ler o livro, mas garanto que é de emocionar. 
  Ele e o irmão faziam parte de um seriado de TV americana, mas a vida deles deu uma reviravolta quando uma pessoa misteriosa decide seguir cada passo dos garotos, destruindo relações e sentimentos, conhecido como Surprise, o Stalker trata de manipular os garotos como suas marionetes. Mas por qual motivo? Com qual objetivo afinal? É essa a missão de Simom, descobrir quem é o maníaco que o persegue, as razões por ele fazer isso e dar um jeito de acabar logo com todo esse mistério.
  Mas como toda boa história de suspense, as coisas não são tão fáceis e Simom passa por dificuldades que o deixam confuso e extremamente cansado, a ponto de desistir de lutar nessa guerra que parecia interminável. Ao decorrer da história ele se apaixona e desapaixona, cresce e amadurece, faz amigos e desfaz as amizades com a mesma facilidade, mas ele tem um bom motivo: Como confiar em alguém, quando algo que sabe tudo sobre você te persegue?   E com isso gera apenas mais conflitos para o personagem, além de descobrir quem está do seu lado ou não, ele deverá se esforçar para manter aqueles que ama por perto.
  Os personagens são fáceis de se apegar, o único ponto negativo é que a história é curta demais e nos deixa com aquela vontade de quero mais, quero conhecer mais, temer mais, pensar mais, amar mais, ler mais.
  

(A prova de que é o único livro no meu celular u.u)

  Para saber mais sobre o Marco e o livro basta clicar aqui. Espero que tenham gostado da resenha, até breve!
  Beijos!



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Resenha: Sailor Moon (Mangá)

"Sailor Moon, vencendo o inimigo um a um, união, sem igual, o bem sempre vence o mal."
  É com extrema alegria que venho aqui hoje fazer uma resenha sobre algo que sempre fez parte da minha vida, só que de formas diferentes.
  Quando penso em minha infância, a primeira coisa que vem em minha cabeça são as manhãs e tardes assistindo televisão, e realmente me emociona em ver como isso me influência até hoje. Sailor Moon foi um dos primeiros animes que eu assisti (e sempre que posso, vejo até hoje) e ter a edição brasileira do mangá em mãos foi uma emoção muito grande, de verdade. 
  O lançamento do primeiro volume foi no dia 29 de março e o volume dois foi no dia 05 de Maio. Comprei ambos, o segundo em pré venda e eles chegaram na quarta-feira (14 de Maio), eu comprei os dois juntos pois fiz uma grande confusão quando uma das minhas melhores amigas me falou sobre o lançamento do mangá, acabei ganhando dois para resenha e comprando mais dois sem querer (o que não foi nada ruim, essa minha amiga amou os mangás.) Claro que corri para ler, li no trabalho, no ônibus, em casa, aonde deu, e terminei (rápido demais para meu gosto, quero os outros logo!!) E claro, aproveitei para tirar fotos dos meus novos preciosos, então vamos a resenha recheada de fotos como de costume?
  O mangá está extremamente fiel ao original, podemos perceber isso pois está praticamente idêntico ao anime. A história começa nos mostrando o lado atrapalhado da Usagi, e logo no começo a personalidade inocente, divertida e dramática dela nos é apresentada. Ela encontra a gata Luna logo nas primeiras páginas, nesse ponto tem uma pequena diferença entre o anime e mangá, no desenho animado ela salva a gata de garotinhos e no mangá mostra ela tropeçando e machucando a gatinha. Mas é um pequeno detalhe que nem fez tanta diferença assim.
  Com o passar das páginas, ela se transforma em Sailor Moon, e podemos conhecer também as outras garotas, cada uma com sua personalidade e especialidade: Ami (Sailor Mercury), Rei (Sailor Mars) e Makoto (Sailor Jupter). Conhecemos também o Tuxedo Mask, um homem de máscara e smoking que salva a Sailor Moon várias vezes, mas nos dois primeiros volumes não é possível saber se ele é vilão ou um guerreiro aliado junto as garotas. Para ser sincera, o mangá deu muito certo deixando ele neutro, pois apesar dele salvar a Usagi, percebesse que ele tem interesses individuais que não a envolve.
  O grande mistério que já surge no primeiro volume e segue no segundo é o Cristal de Prata, todos estão de olho nele. E também o garoto que aparece nos sonhos de Usagi.
  Os dois primeiros volumes contém muita informação, Sailor Moon é uma história que acontece muito rápido, em poucas páginas já começam e terminam grandes batalhas.
  Os nomes foram mantidos os originais, então se você assistia o anime na versão brasileira terá que se acostumar que Serena não existe mais, mas um ponto ainda mais positivo é que eles não deixam você se perder nos nomes, eles marcam no rodapé os nomes na versão brasileira, ou seja, não tem como você se perder na história.
  Infelizmente só foram publicado esses dois volumes por enquanto, mas os outros foram confirmados, e em meio a tantas novidades foi divulgado o lançamento do mangá Sailor V, que antecede a saga da Sailor Moon e tem  a Sailor Vênus como protagonista. ( Tanto o anime, quanto o mangá de Sailor Moon fazem referência a guerreira de Vênus.) Entretanto, o Sailor V só será lançado após os 12 primeiros de Sailor Moon.
  E eu sei que estou falando demais, mas é muita coisa boa acontecendo de uma vez só, se não bastasse o mangá versão brasileira ter sido finalmente publicado, em julho tem estréia do novo anime de Sailor Moon, eu não vou me estender muito nesse assunto, só vou falar que terá Munehisa Saka como diretor de animação (conhecido por trabalhos como One Piece, Pretty Cure e vários filmes da saga Dragon Ball), roteiro de Yuji Kobayashi (o mesmo de Cavaleiros do Zodíaco) e a nova animação de Sailor Moon não será um remake da versão antiga; e sim uma nova adaptação do mangá, recomeçando toda história, ou seja: novidades e mais novidades!
  E foi isso, espero que tenham gostado da resenha. Eu não costumo deixar especificações sobre número de páginas, preço e editora, pois o foco mesmo é a minha opinião pessoal, mas se quiserem mais informações é só clicarem nos links abaixo!
  Um beijo! 
(Informações gerais e agradecimentos ao blog Inforsfera pelas informações sobre o novo anime. Deseja comprar seu mangá ou saber mais informações? Venha aqui!)


 
© CAPRICATI © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. DESIGN E PROGRAMAÇÃO POR DESIGNLC. imagem-logo