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sábado, 6 de junho de 2015

Projeto fotográfico 6 on 6 (Junho.)

Finalmente chegou o dia! A primeira parte desse projeto tão lindo, o tema escolhido para esse mês foi Flores.

Tem um bom tempo que gosto de fotografar a natureza, as cores e formas são lindas e rendem ótimas fotografias, algumas fotos eu já tinha guardadas a algum tempo, só esperando essa oportunidade de mostrar a vocês de alguma forma, espero que gostem das fotos escolhidas, um beijo!
Espero que vocês tenham gostado das minhas fotos, que tal dar uma olhadinha no blog das meninas que também participam do projeto para ver as fotos delas também?
Então fiquem de olho nas datas e não percam, garanto, o projeto está um amor!

Um beijo, e até mais!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sentimento do mundo: Raízes Profundas.

Se eu tivesse que definir meu pai em um personagem, indubitavelmente este seria Ned Stark. Por que ele perde a cabeça fácil? Talvez, mas mais pela sua imbatível bússola moral que o impede de seguir pelos caminhos mais “fáceis” (e incorretos) ainda que sua vida dependesse disto.
Uma vez, há muito, muito tempo, quando eu era criança, entre inúmeras outras coisas que costumava aprontar, talvez a que tenha me dado a maior lição foi em determinada ocasião que quebrei um presente que ele havia dado para minha mãe. Era um elefantinho de cristal, de decoração. Não me recordo em detalhes o que houve, mas eu quebrei e escondi. Quando questionado, afirmei até o último instante que não sabia onde estava, que não havia mexido. Também, apenas pelo ritual, questionaram meu irmão, mas ele negou, e também não era possível culpá-lo, pois ele nem em casa estava. Continuei negando ter mexido no dito cujo. Após muito tempo, acabei admitindo que o havia quebrado e escondido. Devolvi. Hoje percebo que um pouco de SuperBonder teria resolvido o problema, mas céus, eu não tinha como pensar nessa solução.
Após averiguarem o dano, meu pai me colocou de castigo. Também não me recordo qual foi, mas estou vivo hoje e sem traumas, então não deve ter sido algo tão grave (mas quando você é uma criança, tudo tende a ser exageradamente maior). E, por consequência, apanhei (não pensem que ele é um monstro, naquela época não existia lei da palmada, e é exatamente o que falta para muita gente hoje – algumas surras). Meu pai explicou que o castigo era por ter quebrado, mas apanhei por ter mentido.
Claro, isto não me impediu de mentir inúmeras outras vezes, e devo admitir, embora não com tanto orgulho, que acabei dominando a arte. Mas ainda que utilize-me dela, sei que é errada. E sei até que ponto devo leva-las, e quando chega a hora de assumir as responsabilidades e arcar com as consequências, fazê-lo com cabeça erguida e peito estufado. Posso não me orgulhar do que fiz, mas sim de ser homem de assumir.
Isto me faz pensar. Parafraseando um trecho de Ilha do Medo (Shutter Island), “o que é pior? Viver como um monstro ou morrer como um bom homem?”. Cause danos e as pessoas irão desgostar de você. Após ser desmascarado, continue negando categoricamente sua culpa, e você será odiado. Desprezado. Subjugado. Vale a pena viver num mundo forjado pelas mentiras? Basta uma rachadura, e toda a estrutura será reduzida à poeira e cinzas.
Fazer algo sabidamente errado é ruim, mas pior ainda é não ter caráter de admitir e aceitar suas consequências.








Sobre o autor: Marco tem 23 anos e mora em São Paulo. Formado em comércio exterior no SENAC, hoje trabalha como estagiário na Editora Abril. Tem paixão por livros e ama escrever. Faz cosplay de Luke (Percy Jackson) e Gus (A culpa é das estrelas.)
(Ele está inaugurando "Sentimento do mundo", a nova categoria do blog, em que autores desconhecidos como ele, tem seus escritos divulgados no blog! Que tal ter o seu texto aqui também? Saiba mais aqui.)

quinta-feira, 27 de março de 2014

Who's that boy.

"Aquele garoto despertou algo em mim que ninguém nunca tinha despertado antes. Não é amor, não é paixão. Ele me fez querer ter sede dele, todos os dias. Sede de conhecimento. Desvendar seus mistérios, conhecê-lo."
Tem dias que penso no mesmo rosto sem nem ao menos saber seu nome, o apelidei de Who, apelido óbvio né? Mas fazer o quê, não é sempre que minha criatividade dá as caras. Eu imagino toda a sua história, seu passado e seu futuro, sem um minimo vestígio de certeza. Não, não é amor platônico, amor a primeira vista, paixão, não é nada disso, meche com o coração, mas desperta um outro lado, o instinto de curiosidade.
Suas feições me traziam à tona memórias de conhecidos, sinceramente, seus traços e modos me lembraram um grande amigo que infelizmente não está mais aqui comigo, seu sorriso meio torto e tímido, as rugas que se formavam em sua testa quando franzia as sobrancelhas, como se estivesse perguntando a si mesmo "O que estou fazendo aqui?", como se sentisse perdido. Tão belo, tipico modelo de fotos solitárias e expressivas do tumblr,o tipo de cara que sempre me chama a atenção, mas tinha algo a mais representado ali, algo novo. 
A primeira vez que o vi não prestei atenção, tudo bem, tinha um cara bonito sentado ao meu lado em um ônibus cheio de pessoas estranhas, mas sinceramente eu estava atrasada e a única coisa que conseguia pensar era nos boletos prestes a vencer com que me depararia ao chegar no trabalho.
Mas os dias foram passando, e era só entrar naquele maldito ônibus, sempre no mesmo horário, e lá estava ele.
Nossos olhos se cruzaram algumas vezes, mas eu logo tratava de desviar o olhar. O que eu estava pensando? Novas amizades não surgem as sete e meia da manhã em um ônibus lotado, ou surgem?
Vou ser sincera aqui com vocês (repararam que este devaneio está mais pra diário/desabafo do que os conhecidos textos estilo tumblr né? Me desculpem por isso, mas preciso ser sincera comigo mesma, com meu blog e com quem acompanha ele.) Bom, voltando ao assunto, sem procrastinações ou pensamentos randômicos, o Who não só se parece com meu melhor amigo (que dane-se se não está mais aqui, será pra sempre o melhor.) como me trás a tona lembranças e momentos, e até, pasmem: sonhos e pesadelos aonde ambos se misturam, e os dois viram um só, o confidente morto, o desconhecido vivo, ali do meu lado, todos os dias (ou pelo menos de segunda a sexta-feira.) Na moral, assim, na real mesmo, eu não queria sentir nada disso, pensar nada disso, sonhar com nada disso e muito menos comparar ninguém. Mas além de não mandar no meu próprio coração, olhem só, também não controlo meus pensamentos.
Mas o ápice da minha loucura mental e emocional foi o dia em que me atrasei e perdi o ônibus, tem humilhação maior que sair correndo atrás de um ônibus e ele não parar para você? Mas a loucura mesmo foi perceber o aperto no peito, danem-se as horas, dane-se o atraso e o desconto salarial, como começar meu dia sem ver ele? Mas pensando bem, é até melhor, ver ele e lembrar de outro, de memórias que preciso me libertar não é assim tão legal. Trinta sagrados minutos depois, outro ônibus chega, esse ao contrário do habitual, vazio. Pelo menos poderia ouvir minhas músicas de modo confortável. Mas adivinhem quem perdeu o primeiro ônibus também? Ganha uma bala quem pensou no Who (brincadeirinha, só pra descontrair.)
Ele me olhou, franziu as sobrancelhas, eu o olhei e passei reto ao desviar o olhar, mas foi só pra não dar na cara mesmo, quem nunca sentou atrás para observar discretamente quem estava na frente?
E eu não sei aonde esse texto vai parar, aonde é o fim dessa história. Assim como não sei que horas são, o que vou vestir amanhã e aonde está meu óculos. E antes que me perguntem, sim eu estou perdida. Minha vida tá uma bagunça, mas o que arrumar primeiro, a cama, o quarto, a mente ou o coração? Bom, acho que por hoje vou só terminar com a bagunça desse projeto de texto mesmo.. Que tal a trilha sonora de todas as manhãs em um ônibus lotado?
"Eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia."

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sentimento sufocante.

"Lidar com a rejeição é simplificadamente a pior sensação do mundo… ainda mais quando isso é por que você é meramente diferente por ter excesso de sentimentos transbordados por ser sozinho"
E chega a ser engraçado como nós nos enganamos por contra própria, como uma pessoa pode ser capaz de nos machucar mesmo sem saber, de como podemos amar mesmo sem querer.
Se tu me perguntar qual era a minha perspectiva do amor há um mês atrás eu provavelmente te responderia algo como: Não acredito mais e nunca mais vou amar na vida.
É, em alguns momentos pensamos assim mesmo, pensamos que somos donos de nossos sentimentos, mas sabe o que eu descobri? Que não somos.
E uma parte de mim está odiando sentir tudo isso novamente, amor platônico, paixão sufocante, medo da rejeição, medos seguidos por mais medos. Coração afogado em lágrimas passadas tentando se recuperar, mas está difícil, bem difícil. Querer ser fiel ao passado, um passado que não existe mais. Perceber que não somos de ninguém, não pertencemos a ninguém, apenas estamos com alguém até não estarmos mais, até a vida vir e nos mostrar que não sabemos de nada, que nossos planos não são só nossos, que nem sempre a vida depende de nossas escolhas. E que quase nunca temos a oportunidade de escolha, e quando temos deixamos passar, ou escolhemos errado.
Sempre tive medo de me apaixonar, e acho que por isso que sempre me apaixono com tanta intensidade.
Aonde eu quero chegar com tudo isso? Nem eu sei, hein? Acho que apenas precisava dizer o quanto eu odeio gostar dele. E o quanto odeio não ser boa o suficiente pra ele. E o quanto eu odeio a forma que os fantasmas do meu passado me assombram.
Mas o que posso falar dele? Eu nunca sei o que dizer quando é algo relacionado a esse garoto , eu busco palavras que possam descrever aqueles lindos olhos verdes, ou aquele sorriso meio torto e desajeitado, a cor do seu cabelo, a forma meiga e sincera de me fazer sorrir, ou então o seu senso de humor que transforma o dia de qualquer um que convive com ele. 
Como posso amar cada detalhe desse garoto? Imaginar como seria cada abraço, ficar sonhando acordada com seu sorriso, com seu corpo, que é a mais perfeita escultura feita por Deus . Me perco em meus desejos mais íntimos e secretos, um toque dele, suas mãos segurando as minhas, tua boca na minha, pequenas coisas que me tiram do chão só de imaginar.
Todavia, é como se ele nunca fosse saber sobre isso. Ele nunca vai saber que existe uma pessoa tão próxima que o deseja intensamente. Tenho uma dificuldade gigantesca em expressar meus sentimentos, mas sou cheia deles.
 Sou cheia de amor, ciúmes e insegurança. Mas tenho medo. Medo de demonstrar pras pessoas o quanto eu amo elas e sufocá-las. Medo de demonstrar meu ciúmes exagerado e minha insegurança quando “aparece” pessoas novas. Odeio pensar que posso ser trocada e possa existir pessoas que façam com que a minha presença não seja notada. Sou extremamente intensa e tudo é exagerado. Se amo, eu amo muito. Quero cuidar, quero que seja meu e que nunca vá embora. Se sinto ciúmes, não quero outras pessoas, quero ser única, quero ser a melhor, quero toda a atenção e se aparecer outras pessoas, Ai a casa caí. Por isso fico quieta. Por que no fundo eu sei que tudo isso é exagero demais e é quase doença. Mas apesar do medo, sempre existe um motivo que me faz querer ao menos um pouquinho demonstrar tudo o que eu sinto. Por que sempre tem alguém que cobra, que se sente inferior, que acha que eu não sinto e se eu demonstro, ainda é muito pouco. Eu queria mesmo é não sentir. De verdade, não queria ter tanto ciúmes e medos por coisas tão bobas. 
Bom seria se as pessoas pudessem sentir o que eu sinto. Assim elas me agradeceriam por não demonstrar tanto. E me elogiariam dizendo: “Caramba, como você consegue sentir tudo isso e não dizer nada?”

Mas isso não vai acontecer. E eu vou continuar assim, amando e sentindo, morrendo por dentro toda santa vez que ele olhar para ela e não para mim. E é assim mesmo, a vida segue, tem que seguir..



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Livros e amores.

 Eu não sei vocês, mas cresci rodeada de leitores e livros. Não moro na cidade perfeita, mas aqui a cultura sempre falou alto e tive diversas oportunidades, ainda quando era pequena comecei com meus cursos de literatura e contação de histórias em centros culturais aqui perto.
Conclusão? Meus livros se tornaram meus melhores amigos, de todas as horas, momentos e lugares.
Nessas viradas de páginas acabei me apaixonando por personagens que para minha pessoa eram o simbolo da perfeição. E me apaixonei mesmo, de sonhar com eles e fazer planos impossíveis. 
E não me arrependo de nenhum desses "amores", pelo contrário, ainda tenho uma queda por uns, um abismo por outros, admiração, carinho, saudade daqueles que acabaram partindo..
Vamos conhecer comigo os meus amores?


(Saga Harry Potter.)
Nunca fui o tipo que gosta do mocinho, mas também não gostava dos vilão. Todavia, os antagonistas sempre chamaram minha atenção. Eles são os mais verdadeiros aos seus sentimentos, estão sempre do lado deles mesmos, ou então, do lado mais forte, em geral, por puro egoísmo.
Quem não conhece o Draco não é? Inimigo de Harry, aliado de Voldemort por medo e não admiração ou respeito. Draco sempre foi um mistério pra mim. E sempre quis desvenda-lo.

(Saga Hush Hush)
Não, esse não é o Cato! Mas como não lançou a lista dos atores dos filmes, escolhi o mais próximo ao Scott da minha imaginação.
Para quem não sabe, Scott é um Nephilim, ou seja, metade humano e metade anjo. Eu sempre achei Scott bem bonito e interessante, pois eu sempre me vejo com caras que além de namorados, seriam meus melhores amigos. Mas me apaixonei mesmo depois da prova de amizade que ele dá para Nora (Protagonista.) no último lilvro da saga, é de chorar...

(Trilogia Senhor dos Anéis / O Hobbit.)

Elfos são os seres mais inteligentes e belos entre todas as raças, então como não se encantar por um? O Folha Verde, filho do rei da floresta das trevas se juntou à sociedade do anel e lutou bravamente ao lado de seus aliados. Ele é considerado o personagem mais misterioso de toda a saga, e não é por menos. Pouco sabemos sobre ele. E isso que me fez querer conhecer, desvendar e amar esse elfo, que aliás, é meu amor mais antigo, desde os tempos do lançamento dos filmes até hoje sou inegavelmente apaixonada por ele.


(Quem é você, Alasca?)

Miles tem um interesse incomum em aprender as últimas palavras de pessoas famosas. Ele saí da casa dos pais e vai para o colégio Culver Creek, em busca de seu próprio "Grande Talvez". E exatamente por isso ele me arrancou suspiros, desejando encontrar o nosso "Grande Talvez" juntos.

(A culpa é das estrelas.)
Eu nem preciso dizer muito né? Quem já leu o livro na certa desejou receber um "Okay" do Gus. Confesso que sempre gostei do personagem, mas me apaixonei mesmo quando saiu o nome do ator que daria a vida ao Augustus (Foto acima.)
Muitas criticaram dizendo que ele não era lá essas coisas, qual é! O cara é perfeito!

(PJO)
De vilão para herói da saga. Luke sempre foi uma incógnita também, até descobrirmos seu passado sofrido. Filho de Hermes com uma mortal que possuía o poder do oráculo. Luke sofreu bastante e aprendeu a se virar sozinho. E isso que eu amo nele, ele sempre foi independente, cometeu erros sim, mas quem nunca? E ele se mostrou arrependido da melhor forma possível. (E mais triste também.)

(Trilogia: O senhor dos Anéis.)
Chegamos ao amor da minha vida de leitora haha, não é o mais bonito, não possuí inteligência superior ou algum super poder. Aragorn representa a raça dos homens, aliado à sociedade do anel. Herdeiro de Isuldur (Que para quem não sabe, foi o humano que arrancou o anel do Sauron para destruí-lo, porém foi fraco demais e não fez o que deveria, acabou sendo morto pelos Orc's e por conta dessa confusão, foi formada a sociedade do anel, anos depois do ocorrido.)
Aragorn é o guardião que sempre quis ter, leal aos princípios e sentimentos. Dono de uma personalidade forte. Se comparado a todo o resto de sua raça (nós, meros mortais.) Sem dúvidas é o mais inteligente de todos. Nem preciso dizer os motivos da minha paixão, não é?

Bom garotas, esses foram minhas encantadoras paixões, que outras possam surgir em mais páginas maravilhosas que terei a chance de conhecer ainda. Mas me digam vocês, já se apaixonaram por um personagem? Qual?
Um beijo!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Último dia bom.

"Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes." - Tati Bernadi.

(E essa é a frase que mais se encaixa nesse meu começo de ano. Que pela primeira vez começou só. Sem expectativas, apenas as cicatrizes de pontos finais deixadas em algum lugar do ano passado.)

Transformando esse texto em um pequeno diário, vou jogar algumas verdades e memórias, e que essas palavras um dia me façam rir da minha ingenuidade.

Se for para recapitular as melhores lembranças, ele está em todas, quer ver só?

THG no Santa Cruz, O Hobbit na Mooca. SP brilhando e com o céu escuro engolindo as cores dos prédios e nos cobrindo de esperanças. Um pouco perdidos em uma cidade tão grande. Perdidos, porém juntos, e dái? Dái que juntos não tinha problema algum. Quem me dera estar perdida com ele até agora, perdida pra sempre, eu e ele, ele e eu, apenas, sós, somente nós. Tem também O Retorno do Rei e A sociedade do anel. Uma pequena discussão por eu não gostar de As duas torres. Gosto mesmo não. Conheci os seus livros. Me encantei. Ele sorriu e me beijou. E beijou, beijou, beijou..

Dia 27 de dezembro de 2013 foi o último dia bom.

Tinha abraço, tinha beijo, mordida, barba no pescoço, tinha cócegas, oh se tinha! Senhor dos anéis, uma guitarra e um violão, MPB, Teatro Mágico e Kid abelha. Tinha olho no olho, risada e lágrimas, tinha mão na mão, lábio no lábio, coração no coração. Tinha promessas e sonhos, devaneios e confissões. Abraço de urso, arranhão e mordida. Tinha tanta coisa! Eita dia bom!

E no fim teve briga. Mas era noite, então o dia, ainda foi um dia bom.

E acabou.

Uma mentira, um medo, outra mentira, mais um medo. Uma bola de neve de mentiras, lágrimas e um puta medo! E acabou.

Não tinha perdão, não tinha desculpas, não tinha mais promessas, não tinha mais planos, mais sonhos, mais amor, mais carinho, mais proteção, mais guarda, mais aventuras. Não sobrou mais nada. Graças a uma madrugada ruim.

E os dias bons? A madrugada os engoliu? Sempre achei que o sol brilhava mais que a lua. Por qual motivo teu mundo precisa ser tão diferente do meu?

Não estou pronta para te esquecer, confesso. Não existe mais ninguém no mundo como você. Mas tudo bem, eu supero, a saudade fica e eu vou ficando no passado também. Um dia eu volto, um dia talvez.
 
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